Chegada a terceira idade, inicia-se o tempo de aproveitar os
resultados de tudo aquilo que tentamos construir durante
nossas vidas. É natural que essa fase seja marcada por
profundas reflexões sobre o significado de nossa existência
e sobre todos os projetos em que nos envolvemos, tenham eles
sido bem sucedidos ou não.
Tantos questionamentos podem eventualmente levar a conclusões
negativas, que tragam angústia, solidão, arrependimento e,
até mesmo, depressão.
Às vezes tendemos a fazer avaliações duras demais, onde
se atribui um valor muito maior a tudo aquilo que, por algum
motivo, deu errado. É comum darmos muito mais atenção às
lembranças desagradáveis do que às boas. E o que é ainda
pior, ficamos com a impressão de que nossa vida foi muito
mais marcada por dificuldades do que por momentos felizes.
Soma-se a isso, um sentimento de vazio e inutilidade causado
pela falta de uma atividade produtiva tradicional. A idéia
que se tem é de que a vida está, de certa forma, parada e
de que, desse momento em diante só resta esperar. E é daí
que vêm as crises de angústia e depressão tão características
da terceira idade.
O que pode ser feito para que a alegria e o entusiasmo
pela vida voltem a circular?
O primeiro passo é entender que, na maioria das vezes,
quando a vida se apresenta muito dura ou parece ter sido
repleta de horas difíceis, isso não passa de uma leitura
equivocada e pessimista que fazemos dela.
Além disso, é necessário mostrar ao idoso o seu valor.
Ele deve entender que não se encontra no fim da vida, mas
no início de uma nova etapa, onde podem ser úteis e
importantes exatamente como antes.
"A vida não é boa ou ruim, ela simplesmente é aquilo
que desejamos dela e é hora para que nos reposicionemos
diante desse grande milagre que cintila em nosso
interior."
Fonte:
artigos do psicoterapeuta José Gino Dinelli,
que desenvolve trabalhos junto à terceira idade.
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