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Histórico da Saúde no Brasil

Os Primórdios
As primeiras notícias médicas de que se tem notícia no Brasil datam de 01.05.1500. Mencionam que o primeiro médico a aportar no país fazia parte da frota de Pedro Álvares Cabral sendo conhecido como "Mestre João". Seria físico e astrólogo, simbolizando a medicina da época, que, a despeito de todo o conhecimento, não era suficiente para determinadas ocorrências.

O nosso indígena era, via de regra, sadio e quando adoecia era atendido pelo pajé, que conhecia as virtudes da flora nativa. 

Com a colonização, os brancos trouxeram consigo os germes de suas doenças, contaminando nossos indígenas, principalmente através da varíola e do sarampo. Mais tarde, foi a vez do negro trazer novas doenças como a filariose e a febre amarela.

Caracterizou o período colonial, a deficiência de medicamentos e profissionais médicos, além da precária técnica que imperava nos hospitais, considerados verdadeiros depósitos de doentes. Esta situação só começa a modificar-se a partir da chegada da família real ao Brasil, em 1.808.

Com o avançar da colonização, foram criados estabelecimentos hospitalares, à semelhança dos que existiam em Portugal.

Esses hospitais, criados pelos Senhores chamados "homens bons", foram associados as Irmandades da Misericórdia, sociedades civis, constituídas por pessoas de posses, católicas e que se propunham a realizar determinadas obras sociais.

Nos três primeiros séculos, as enfermarias jesuítas e, posteriormente, as Santas Casas de Misericórdia eram as únicas formas de assistência hospitalar de que a dispunha a população brasileira.

A partir do século XVIII, surgem os primeiros hospitais militares destinados à tropa, localizados no edifício dos antigos colégios jesuítas, confiscados após a expulsão da Companhia de Jesus, e sustentados pela família real. Anteriormente, o governo internava os soldados nas Santas Casas, mediante pagamento de pequena remuneração. Em contrapartida, os hospitais militares passaram a receber civis, mediante cobrança de uma taxa.

Em 1.808, é criado o cargo de Provedor Mór da Saúde, ao qual, entre outras funções, compete cuidar do controle sanitário dos portos, das quarentenas dos escravos e das medidas de higiene geral. O cargo é extinto em 1.828, ocorrendo a descentralização das atividades, atribuindo-se às Câmaras Municipais a responsabilidade de fixar as normas sanitárias, fiscalizar o exercício da profissão bem como o comércio de medicamentos.

Em 1.850, é criada a Junta Central de Higiene Pública, com a incumbência de coordenar as Juntas Municipais e, especialmente, atuar no combate a febre amarela. 

No período de 1.881 até o final do século XIX, ocorre a substituição da Junta pela Inspetoria Geral de Saúde e Higiene Pública. Posteriormente é criada a Inspetoria Geral de Saúde dos Portos, com a finalidade de controlar e bloquear a entrada de doentes no país.

Em 1.923, através da Lei Elói Chaves, criam-se as Caixas de Aposentadorias e Pensões para trabalhadores das ferrovias, incluindo entre seus encargos, a assistência médica aos filiados, iniciando-se, desta forma, uma nova fase na medicina do Brasil. 

As Caixas de Aposentadoria e Pensões foram as precursoras dos Institutos de Aposentadoria e Pensões que, posteriormente resultariam no Instituto Nacional de Previdência Social (INPS).

A História Recente
A época de maior crescimento da Saúde no Brasil ocorre durante a era Vargas, tendo sido criados vários hospitais e centros médicos. A revolução de 1.930 trás novos conceitos sociais, especialmente no tocante à assistência previdenciária e médica aos trabalhadores. Naquele ano, são criados os Ministérios da Educação e Saúde e do Trabalho, Indústria e Comércio.

Entre 1.933 e 1.939, o governo Vargas unifica as diversas Caixas de Aposentadoria e Institutos de Aposentadoria, por categoria profissional (IAPI, IAPC, IAPTEC, etc.). Posteriormente, em 1.954, as Caixas de Aposentadoria e Pensão dos ferroviários e de funcionários públicos. Todas estas alterações, criaram grandes inovações na assistência médica do Brasil, porém não abrangeram a totalidade da população, em virtude de só atenderem aos respectivos afiliados das categorias e seus dependentes.

Durante o ano de 1.953, o Ministério da Saúde esteve voltado para ações de prevenção e pesquisa. As atividades de medicina curativa a nível individual, inclusive assistência médica e hospitalar em geral, ficaram na área do Ministério do Trabalho e Previdência Social, a cargos dos Institutos de Aposentadoria e Pensões (IAP's). Posteriormente, com a unificação dos institutos, passaram para a responsabilidade do Ministério da Previdência e Assistência Social, a cargo do INAMPS.

A primeira empresa de Medicina de Grupo, a Policlínica Central, surge em São Paulo, em 1.960.

Em 1.964, surge a primeira tentativa de se dividir o pesado encargo do Estado com a saúde, mediante a celebração dos primeiros convênios com empresas, realizado pelo extinto IAPI. Por estes convênios, as empresas que contratavam assistência médica privada, podiam deduzir, da cota devida ao INPS, 2% da folha de pagamento.

Em 1.980, o Ministério da Saúde começa o programa de ações integradas de saúde, envolvendo os Estados e Municípios. Nessa época, o INAMPS, ainda está subordinado ao Ministério da Previdência e Assistência Social e é responsável pela assistência médica individualizada.

Como a rede governamental de hospitais e ambulatórios não é suficiente para o atendimento da população, a rede hospitalar privada é credenciada e as internações passam a ser autorizadas através das GIH - Guias de Internação Hospitalar.

Em 1.986, o Ministério da Saúde cria o SUDS - Sistema Unificado e Descentralizado de Saúde substituído em 1.988 pelo SUS - Sistema Único de Saúde.

Com a promulgação da nova Constituição, é oficializada a abertura da assistência saúde à iniciativa privada.

Os programas de Assistência Médico-Hospitalar Privados, incluindo o Seguro Saúde, aumenta significativamente a sua participação no modelo de assistência à saúde, notadamente durante a década de 80, sendo os mais comuns os de Medicinas de Grupo e Cooperativas Médicas.

Durante aquela década, devido a queda da qualidade e das condições de assistência à saúde no setor publico, como conseqüência da crise econômica que diminuiu os recursos destinados ao setor e, por motivos estruturais, devido ao aumento da utilização do sistema pela população, tem início um processo de valorização do sistema privado, com a procura de modalidades alternativas.

As seguradoras, empresas de Medicina de Grupo e Cooperativas percebem a formação desse mercado e iniciam investimentos crescentes na área, contribuindo para a proliferação das diversas formas de Seguro Saúde.

Atualmente, o SUS - Sistema Único de Saúde, área do Ministério da Saúde, conta com aproximadamente 6.300 hospitais. Destes, mais de 500 são de alta complexidade e especialização. No total são cerca de 500.000 leitos que representaram, em 1.994, aproximadamente 15 milhões de internações, com gasto médio por internação variando por região, como segue: Região Norte US $ 200,00; Região Nordeste US $ 230,00; Região Centro Oeste US $ 302,00; Região Sudeste US $ 323,00 e Região Sul US $ 347,00

O Ministério da Saúde é responsável pela normatização e coordenação das ações, bem como pela liberação dos recursos para pagamento da rede hospitalar privada que mantém convênio com o SUS. 

As Secretarias Estaduais de Saúde são responsáveis pela coordenação das ações dos respectivos Estados e os Municípios pela execução das atividades de assistência médica preventiva e curativa, em sua área territorial.

Apesar da Constituição Federal estabelecer, em seu artigo 196, que "a saúde é direito de todos e dever do Estado", não existem recursos suficientes para viabilizar esse preceito. Nos últimos anos, a rede pública de hospitais federais, estaduais e municipais vem sendo submetida a um processo de deterioração acelerada por motivos diversos, entre eles: escassos recursos orçamentários para custeio das operações e novos investimentos; desmotivação do pessoal; falta de medicamentos e materiais e ao aumento da demanda devido a expansão da população urbana e do atendimento aos contingentes rurais antes desassistidos.

Neste cenário é que se insere o papel dos Planos Privados de Saúde e Seguro Saúde, atuando de forma a contribur para a desoneração do Estado, com o compromisso de atendimento eficiente a seus associados e segurados.

Quadro de Evolução Histórica
 
Década de 60 Década de 70 Década de 80 Década de 90
IAP's INPS INAMPS SUS
  MS MIS Medicina de Grupo
  Medicina de Grupo Medicina de Grupo Cooperativa Médica
  Cooperativa Médica Cooperativa Médica Seguro Saúde

 

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