No Brasil as navegações também foram o fator decisivo para a o
desenvolvimento do seguro, com a abertura dos portos por D. João VI, em
1808. Esta abertura deu início à exploração dos Seguros Marítimos.
O Príncipe
Regente deu autorização ao Governador e Capitão General de Capitania (Bahia), para promover a
fundação da Companhia de Seguros Boa Fé. Esta Companhia foi a primeira sociedade de seguros a
funcionar no Brasil. Previa apenas operações de Seguros Marítimos.
Em 1890, com a promulgação do Código Comercial, todas as operações de Seguros Marítimos no Brasil foram regulamentadas.
Dai em diante, surgiram novas empresas surgiram que dedicaram-se a
novos ramos de seguro, como o de Incêndio, o de Mortalidade de Escravos e o de Vida, este último comercializado pela primeira vez em
1855, através da
Companhia de Seguros Tranqüilidade, situada no Rio de Janeiro.
A partir de 1860, se deu início ao estabelecimento de diversas empresas estrangeiras
no país. A história do seguro no Brasil assume nova dimensão.
Em 1916, foi promulgado o Código Civil Brasileiro. Nele, foram previstos e regulamentados em todos os seus aspectos, como fizera o Código Comercial em relação aos Seguros Marítimos, todos os demais seguros, inclusive o de Vida.
Em 1937, com o estabelecimento do chamado Estado Novo, foi consolidado o princípio de nacionalização do seguro, ou seja, só poderiam funcionar, no Brasil, Companhias Seguradoras com acionistas brasileiros.
Em 1.939, foi criado o IRB - Instituto de Resseguros do Brasil, que assumiu o monopólio do resseguro no Brasil.
Em 1966, através do Decreto-Lei nº 73, foi consolidada a legislação do seguro, com a criação do
SNSP - Sistema Nacional de Seguros Privados.
A finalidade e a estrutura do SNSP, bem como as atribuições dos órgãos que o compõem estão detalhados no quadro com o título "Sistema Nacional de Seguros Privados".
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