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Consumidor já está ingerindo sem saber do que se trata
Não é de hoje que cientistas, produtores, governo e grupos ambientalistas debatem a produção e a comercialização dos alimentos modificados geneticamente. No entanto, a confirmação da presença de soja e milho transgênicos em 11 produtos disponíveis nos supermercados brasileiros, esquentou ainda mais a discussão.
O ataque fica por conta do Instituto de Defesa do Consumidor (Idec) e do
Greenpeace, principalmente, e a defesa parte de biólogos e cientistas que garantem não se tratar de nada que faça mal à saúde ou ao meio ambiente. O governo, não consegue chegar a nenhum tipo de conclusão e, ao mesmo passo que não libera de vez o cultivo, não fiscaliza as importações. Enquanto isso, a população compra e ingere tais produtos sem saber do que se trata.
Os alimentos transgênicos são o produto da modificação genética de bactérias, fungos e vegetais com o intuito de aumentar a resistência contra pragas e inseticidas, diminuir os efeitos do tempo na conservação e mesmo no amadurecimento dos vegetais e, principalmente, ampliar seu valor nutritivo. Embora a maioria dos cientistas acredite tratar-se da alimentação ideal, sem nenhum tipo de contra-indicação, há quem alegue que não houve testes suficientes para a liberação do consumo. Já foram divulgados, inclusive, estudos que consideram a possibilidade de um aumento de alergias na população consumidora. No entanto nada até hoje foi comprovado e os transgênicos continuam sendo cultivados e lotando as prateleiras dos principais supermercados.
No Brasil, a situação é delicada. Segundo o governo federal, não existem leis capazes de proibir a importação e o comércio dos alimentos transgênicos e nem mesmo de obrigar as empresas produtoras a acusarem a presença de ingredientes modificados nos rótulos dos produtos. De qualquer forma, já existe uma portaria em estudo no ministério da justiça para tornar obrigatório esse esclarecimento nas embalagens, além de estarem proibidos por meio de uma decisão judicial o plantio e a importação de sementes transgênicas no país.
Cabe lembrar ainda que, em meio a toda essa discussão, o principal a ser feito é o esclarecimento da população. Ela precisa estar informada para que possa influir no processo de decisão sobre os transgênicos e tenha maior poder de pressão sobre as indústrias, como afirma o coordenador do
Greenpeace, Roberto Kishinami.
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