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Os dados são da prefeitura municipal do Rio de Janeiro mas o problema é comum à maioria dos grandes centros . Doenças como
bronquite, alergias, verminose, problemas de pele e patologias digestivas, que atingem, com freqüência, uma parcela expressiva da população urbana, poderiam ser evitadas simplesmente através da manutenção correta dos prédios onde moramos ou trabalhamos.
O programa cidade saudável, da secretaria municipal de saúde do Rio de Janeiro, pretende melhorar a qualidade de vida dos habitantes da cidade investigando as condições de jardins, lixeiras e caixas d'água dos prédios. Além de sistemas de ar-condicionado, instalações hidráulicas e elétricas, centrais de gás e ventilação.
O foco das doenças pode estar até mesmo dentro dos próprios apartamentos, em carpetes cortinas, travesseiros e colchões, que são uma rica fonte de fungos e microorganismos causadores de problemas de saúde, principalmente respiratórios.
Os números são alarmantes. Enquanto em países desenvolvidos o índice de "prédios doentes" fica entre 30% e 40%, no Brasil acredita-se que o percentual seja muito maior, embora ainda não hajam estatísticas oficiais seguras.
E a solução do problema se torna ainda mais difícil uma vez que ele começa antes mesmo de entrarmos na construção em questão. As doenças podem ter sua origem já nas áreas que circulam a moradia.
É preciso checar com cuidado a existência de rios, canais, valas e depósitos de lixo que possam funcionar como foco para a proliferação de insetos transmissores de doenças. Além de verificar o nível de ruído presente na vizinhança. Já está comprovado que uma das principais causas do stress é o excesso de barulho.
Entre os projetos que buscam a solução do problema da má conservação das construções urbanas está a proposta de cursos de extensão e especialização para arquitetos recém-formados e outros profissionais da área interessados no assunto.
Parece ser um bom começo.
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