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Obstetrícia

Gestação - Pais e Filhos

Atualizado em
05/03/2001

 
Filhos, filhos, para que tê-los? Se não podemos contê-los! 
Talvez porque seja uma forma de preencher o tempo. Realizar os sonhos da infância e adolescência. Prolongar a vida, dando continuidade a existência dos pais. Acertar a relação conjugal. Realizar através dos filhos o que não conseguimos realizar. Ter através deles o que não conseguimos ter. Seguir os padrões sociais, livrando-nos das cobranças do tipo: "E aí... Quando vem o bebê?". 


Ser pai e mãe pode representar muitas coisas, como ter muitas alegrias ou tristezas. Confortos e desconfortos. Dúvidas, preocupações, medos e algumas certezas. 

O casal deve estar preparado para que a maternidade e a paternidade sejam conscientes. Para que se possa assumir o papel de pai e mãe é necessário abrir mão da individualidade, aceitar as limitações impostas pela gestação e criação do filho que ao nascer é totalmente dependente. É necessário que a gravidez seja totalmente desejada e planejada. Ela será melhor se for levada com carinho, afeto, contato físico, tolerância e respeito. Se acreditarmos no que estamos fazendo passaremos, sem dificuldades, da relação a dois para a relação a três. 

Não guarde a barriga só para você 
Compartilhe seus momentos com o seu companheiro, permita que o bebê vivencie a troca afetiva entre vocês. 

Pensar que a gestação é tarefa exclusiva da mulher é coisa do passado. 

Como também é coisa do passado achar que o homem tem maior dificuldade em assimilar sua paternidade. Ser pai começa no ato de amor que gera o bebê e continua durante toda a sua formação, mesmo antes de seu nascimento. 

Vivenciar a gestação é ser companheiro da gestante, estar ao seu lado na hora do desconforto, reconhecer o seu cansaço, colaborar para seu descanso, relaxar junto, conversar sobre as transformações que ocorrem com o corpo materno e sobre o sentimento gerado pelo crescimento de um novo ser dentro dela. 

O vínculo entre pai e filho começa antes do nascimento e deve ser experimentado durante a gestação, sempre que possível. Sinta o bebê, passando a mão na barriga da mãe. Converse com ele. Auxilie na arrumação do enxoval, e nos preparativos da casa para a chegada do filho. Acompanhe seu desenvolvimento durante os exames de pré-natal. Se você realmente participar, não tenha dúvida que o bebê passará a reconhecer a sua presença, muito antes que você imagina. 

Da primeira vez dissemos: agora seremos três!Como dizer à criança mais velha que agora seremos quatro? Que ele terá um irmão? Que estamos nos preparando para a chegada de um outro bebê? 

Tudo depende basicamente da relação estabelecida dentro da família, de como seus membros se comportam, e a idade da criança. é bem provável que ela expresse sentimentos que passem pelo contentamento de ter alguém para brincar, pelo ciúme de ter de dividir a atenção que recebe da família, da raiva de não poder ter as coisas como quer, pelo medo do abandono, pela solidariedade de ajudar a cuidar, e muitos outros. 

A conversa franca, acompanhada de troca afetiva e de informação verdadeira permite que a criança mate seus monstros e crie suas fantasias conforme as suas necessidades. Se ela se sentir segura e amada terá como participar espontaneamente da chegada do irmão. 
 

As dicas deste portal não dispensam a consulta a um especialista ou acompanhamento de um médico.  Queremos apenas ser fonte de orientação e estudo.
 

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