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Obstetrícia

Gestação - Citomegalovírus

Atualizado em
05/03/2001

 
O Inimigo da Gestante 
Virose simples e benigna, o citomegalovírus se transforma numa ameaça quando acomete gestantes, ocasionando inclusive o abortamento. Isso ocorre porque na gestação o organismo está com a imunidade mais baixa que o normal, dando margem a ação eficaz da infecção. 

A avaliação de anticorpos contra o citomegalovírus, a toxoplasmose, herpes vírus e rubéola são essenciais antes da gravidez. Esta simples medida é capaz de proteger a futura gestante de complicações sérias e, até mesmo, da perda do feto. 


Citomegalovirose 

Exames Recomendados 
A citomegalovirose, caso seja contraída nas primeiras semanas de gestação, pode acarretar problemas para a gestante e para o bebê. De acordo com o prof. Abner Augusto Lobão Neto, chefe do Pronto-Socorro Obstétrico e do Pré-Natal Especializado da Unifesp/Escola Paulista de Medicina, existem exames que detectam possíveis seqüelas para o feto. 

Após cinco semanas da suspeita de infecção, deve-se fazer uma punção de líquido amniótico e um exame chamado PCR, que identificará se houve ou não infecção fetal a partir da infecção materna?, afirmou o professor. 

Em países nos quais se permite a prática do aborto legal, o casal poderia, a seu critério, interromper a gravidez ou não. Já no Brasil, independentemente do resultado do exame, a interrupção não é permitida. 

Novo exame deveria ser realizado em torno de 32 semanas de gravidez, com uma punção do cordão umbilical e pesquisa de comprometimento fetal. De acordo com dr. Abner, via de regra, os antivirais não são recomendados durante a gravidez, exceto em casos selecionados, como no HIV. 

Outros exames que podem e devem ser feitos são a ultra-sonografia morfológica, por volta da vigésima semana de gravidez, uma ecocardiografia fetal e uma extensa avaliação pós-natal pelo pediatra para o rastreamento de possíveis alterações presentes no recém nascido. O risco de malformações e/ou seqüelas realmente existe nesta fase da gravidez, apesar de não atingir todas as gestantes infectadas e não ser possível definir antecipadamente quais os órgãos que seriam atingidos, concluiu o professor Abner. 


Fonte: prof. Abner Augusto Lobão Neto, chefe do Pronto-Socorro Obstétrico e do Pré-Natal Especializado da Unifesp/Escola Paulista de Medicina 
 

As dicas deste portal não dispensam a consulta a um especialista ou acompanhamento de um médico.  Queremos apenas ser fonte de orientação e estudo.
 

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