Um alimento de boa qualidade é um produto natural, em bom estado de conservação ou maturação, não contaminado por micro-organismos que possam ser prejudiciais para o homem (bactérias, vírus ou parasitas), liberto de substâncias químicas e hormonais, aprazível no aspecto,
olfato e paladar.Trata-se de um conjunto de características nem sempre fácil de reunir nos dias de hoje!
Vejamos algumas idéias para melhorar a qualidade (e não só) da nossa alimentação.
As compras
Hoje em dia raras serão as pessoas que possuem recursos alimentares próprios (horta, pomar, animais de criação, etc.) que possam cobrir a totalidade das suas necessidades alimentares.
Dependemos assim, total ou parcialmente, das compras em mercados, estabelecimentos comerciais, quintas, etc. A aquisição dos alimentos é o primeiro passo para uma alimentação saudável. Para quem tem de comprar, aqui ficam algumas sugestões:
Fazer uma lista de compras antes de sair de casa.
Evitar fazer as compras com o estômago vazio; a fome torna-nos mais susceptíveis a comprar
alimentos que não tínhamos intenção de adquirir, como biscoitos, chocolates, refrigerantes e
outros.
Preferir alimentos frescos ou conservados em cru (congelados, por exemplo). Evitar
pré-cozinhados de origem industrial.
Comprar frutas e legumes frescos da época. São mais aromáticos, saborosos e não necessitam
de tantos procedimentos para a sua conservação.
Preferir carnes, peixes e ovos de origem conhecida e que nos
dêem garantias de qualidade.
Ler os rótulos dos produtos:
validade
origem
composição
Cozinhar os alimentos
A cozinha caseira continua a ser a melhor garantia para uma alimentação saudável, à nossa
medida.
Devemos cozinhar com o mínimo de gordura, retirar as gorduras visíveis das carnes e a pele das
aves.
Os cozidos em água ou vapor, os estufados, os grelhados e os assados sem gordura são boas
opções para cozinhar no dia-a-dia. Reservemos os fritos, os guisados e os assados com gordura
para ocasiões especiais.
O forno de micro-ondas pode ser uma boa solução para aquecer ou cozinhar alimentos, não
existindo, até hoje, evidência de que seja prejudicial à saúde.
As nossas refeições devem incluir diariamente alimentos crus, como frutas e saladas.
A adição de sal nos cozinhados deve ser reduzida gradualmente. O sal pode ser substituído com
grande sucesso por ervas aromáticas, limão ou especiarias.
Infelizmente, é muito difícil substituir um bom cozinheiro.
A apresentação dos alimentos
A apresentação dos alimentos pode ser tão importante como o seu paladar. Não é isso, afinal,
que nos faz entrar nas confeitarias ou que nos leva a experimentar determinadas receitas que
vimos numa revista?
Na nossa casa devemos cuidar da forma como se põe a mesa, de como os alimentos são
dispostos nos pratos ou travessas e assegurar que haja um ambiente repousante ou de alegre
convívio durante cada refeição.
Comer lentamente é útil para uma boa digestão e sensação de saciedade.
Os molhos são servidos à parte, o saleiro fica na despensa.
Quando a tendência é para se comer em excesso, a utilização de pratos mais pequenos ou
previamente preparados, pode evitar que se coma demasiado.
Quantas refeições por dia?
Um adulto deve separar as refeições com intervalos de 3 a 4 horas, conforme a velocidade da
digestão.Equivalente é dizer que uma pessoa que durma 8 horas em cada noite, pode distribuir
os alimentos por 4 a 6 refeições ao longo do dia.
A forma como dividir os alimentos por essas mesmas refeições está condicionada pelo tipo de
actividade que se tem, pela disponibilidade de alimentos, pelos hábitos culturais e pelas
características próprias de cada indivíduo.
As refeições tomadas antes de adormecer devem ser ligeiras e com o mínimo de gordura.
Fonte: Sociedade Portuguesa de Cardiologia
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