A expressão "Doenças Sexualmente Transmissíveis"ou DST é usada para denominar todas as infecções transmitidas através de contato sexual, durante relação oral, vaginal ou anal sem proteção. Algumas também o são da mãe para o filho, antes ou durante o parto, e por transfusões de sangue contaminado.
A maioria das DST afeta o aparelho genital masculino e feminino, sendo por isto também chamadas de "infecções do aparelho genital". As infecções do aparelho reprodutor feminino incluem as sexualmente transmissíveis e as devidas, por exemplo, ao aborto ou ao parto feito sem condições de assepsia.
Algumas DST, como a sífilis, a hepatite B e a infecção pelo HIV, podem afetar outras partes do corpo humano, como os olhos, a boca, o sistema nervoso, o reto ou aparelho urinário.
Pelo menos 20 agentes infecciosos podem ser causadores de DST. Alguns são vírus, como no caso da AIDS e do Herpes e não podem ser eliminados com medicamentos. Mas as DST mais comuns e mais conhecidas, como sífilis, gonorréia, cancro mole, infecções por clamídia e uretrites não gonocócicas são causadas por bactérias e podem ser completamente curadas.
O impacto da AIDS está enfatizando a necessidade de prevenir e tratar outras infecções que, como o HIV, são transmitidas durante a relação sexual sem proteção. Isto porque a presença de uma DST aumenta o risco de infecção ou de transmissão do HIV quando um dos parceiros está contaminado.
A Organização Mundial de Saúde estima que, anualmente, no mínino uma em cada dez pessoas sexualmente ativas adquire uma DST. As DST têm impacto muito grande sobre a saúde da população, especialmente entre as mulheres e os bebês recém-nascidos. Nos países em desenvolvimento as pessoas em geral têm dificuldade em buscar tratamento. A situação é mais séria nas áreas urbanas, onde até um terço daquelas entre 13 e 35 anos podem apresentar uma DST a qualquer momento. É comum os serviços de saúde não existirem no local, serem de difícil acesso, ou apresentarem atendimento inadequado.
A seguir vamos considerar cada uma das DST mais freqüentes. Porém é importante você lembrar que o monitor não precisa ter um grau de conhecimento sobre as DST como o médico, principalmente porque não lhe cabe tratar ou curar as pessoas abordadas. O papel do monitor deverá ser o de criar espaço; ser acessível para conversar a respeito; reconhecer os sintomas descritos pela pessoa, para saber se podem ser ou não de uma DST; orientá-la a procurar um serviço médico, indicando o local onde se faz atendimento; ser compreensivo e ter sempre em mente a complexidade das situações e emoções vivenciadas por uma pessoa com DST.
|