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Reposição
Hormonal
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Na
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A utilização de hormônio com fins terapêuticos é uma prática que está cada vez mais freqüente e suas indicações estão cada vez mais amplas, não se limitando somente ao tratamento dos sintomas da menopausa. Utiliza-se na profilaxia da osteoporose, de doenças cardíacas e até no controle da doença de Alzheimer. A questão que se impõe é se deve ser realizada a reposição hormonal em mulheres no período após a menopausa e que não apresentem sintomas?
O efeito protetor do estrógeno sobre o coração é muito discutido não havendo trabalhos científicos que confirmem seus efeitos benéficos sobre o coração. Quanto a eventuais efeitos sobre a circulação cerebral as informações que existem são confusas, alguns trabalhos afirmam que a terapia hormonal protege contra o derrame cerebral e outros trabalhos falam justamente o inverso.
A reposição hormonal é considerada, pela maioria dos pesquisadores, eficaz na profilaxia da osteoporose e da doença de Alzheimer e também no controle da depressão.
Por outro lado sabe-se que a utilização de estrógeno aumenta o risco para os
cânceres de útero e de mama.
A maioria dos pesquisadores concordam que a reposição hormonal pode ser útil em mulheres com risco para doença das coronárias e osteoporose e deve ser evitada em mulheres com risco de câncer de mama e de útero. A utilização prolongada ( mais de 5 anos) de estrógenos, por outro lado, diminui seus benefícios sobre o coração e aumenta os riscos para o câncer de mama.
Há uma tendência a se considerar o estrógeno uma medicação "contra" o envelhecimento mas a maioria das pesquisas indicam que isto não é correto quando se trata de mulheres saudáveis, pois seus benefícios mais evidentes ocorrem em pessoas com riscos de doença cardíaca e osteoporose.
Devemos evitar dar muito atenção à reposição hormonal e esquecer de aspectos como dieta e atividade física, estes sim comprovadamente importantes para a saúde.
British Medical Journal , 316, jun. 1998
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