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Glossário
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Intoxicações
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Atualizado
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10/02/2001
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Intoxicações são comuns. Podem ser alimentares quando da ingestão de alimentação deteriorada.
Destacam-se entretanto as intoxicações por substâncias químicas (solventes, pesticidas, etc.) e por medicamentos. O tabagismo e o alcoolismo também são importantes tipos de intoxicações.
Na terceira idade as intoxicações mais freqüentes ocorrem com medicamentos, destacando-se os
psicotrópicos. Podem ocorrer também devido ao uso abusivo e sem controle médico de vasodilatadores cerebrais que podem levar a quadros clínicos confusos. O alcoolismo também apresenta grande importância na terceira idade.
O delírio é a principal manifestação clínica da intoxicação. O delírio pode se apresentar de diversas maneiras que variam do descontrole no comportamento ao estado de sonolência intensa podendo evoluir para o coma. Há agitação, confusão mental e desorientação que surge de maneira muito rápida e em geral está relacionado ao uso de medicação. Em geral há alucinações, com piora da agitação e muitas vezes desenvolvimento de agressividade. Algumas vezes não há agitação, só confusão mental. Alem da intoxicação por remédios e drogas o delírio pode ocorrer em distúrbios metabólicos e na retirada abrupta do álcool em alcoólatra. Pode também ocorrer no acidente vascular cerebral e nas encefalites. É freqüente na terceira idade, principalmente relacionado à intoxicação por medicamentos, caracterizando uma situação de emergência.
Uma causa importante de delírio ocorre no alcoolismo, principalmente na abstinência alcoólica, podendo surgir em qualquer idade e se caracteriza por intensa agitação e alucinações visuais .
Algumas situações puramente psiquiátricas, como a demência ou a depressão podem se apresentar como delírio.
O fígado é o principal órgão atingido na intoxicação por droga, podendo evoluir para hepatite crônica, cirrose ou para a insuficiência hepática. Muitas vezes a lesão hepática não é provocada diretamente pelo remédio em uso e sim a intoxicação se deve a uma soma de fatores que vão desde a susceptibilidade individual à doença propriamente dita. Entre as substâncias reconhecidamente hepatotóxicas estão alguns anestésicos
(halotane), drogas anticonvulsivantes (fenitoina), antiinflamatórios
(acetominofen), hormônios (estrógeno), tranqüilizantes (clorpromazina), e o álcool.
A análise do sangue e da urina é um método útil para o diagnóstico da substância tóxica.
A identificação do fator desencadeante da intoxicação e sua eliminação são fundamentais no tratamento.
A grande maioria dos remédios são produzidos baseados em estudos realizados em pessoas jovens.
Na terceira idade o comportamento das substâncias químicas são diferentes daquelas que ocorrem nos jovens e muitas vezes produzem efeitos indesejáveis. Tanto a absorção e o metabolismo quanto a distribuição de drogas difere quando se compara o organismo de um jovem com o de um idoso. O idoso então está mais sujeito a efeitos colaterais dos remédios e freqüentemente apresentam novos sintomas decorrentes da droga o que pode confundir o quadro clínico. Há uma tendência ao acúmulo das substâncias no organismo. Por outro lado a existência de determinados distúrbios, como a insuficiência renal por
exemplo, pode acentuar esta tendência.
Muitas vezes a pessoa procura o médico com sintomas aparentemente decorrente de uma doença e nada mais é do que um sintoma decorrente de medicação utilizada de maneira incorreta.
O uso de medicamentos deve ser muito criterioso, devendo se evitar ao máximo o uso concomitante de várias substâncias e sempre deve ser feito sob prescrição medica. A dosagem deve ser também muito bem controlada.
Na terceira idade a utilização de medicamentos é muito alta representando cerca de 25% dos medicamentos vendidos. Há uma tendência muito grande para a automedicação nesta faixa de idade e também para o uso continuado e sem critério. A comum utilização de medicamentos caseiros (não prescritos por médico), como laxantes, antiácidos, vitaminas, anti-gripais, etc., pode levar a conseqüência indesejáveis quando associados a outros medicamentes, e isto pode ocorrer sem conhecimento do médico. A utilização rotineira do álcool com freqüência leva a conflitos com os medicamentos prescritos.
Distúrbios do estômago e do fígado podem afetar a absorção de medicamentos alterando a resposta ao medicamento. A utilização simultânea de vários medicamentos pode também levar a distúrbios: como por
exemplo o uso continuado de determinados diuréticos ou de cortisona leva a perda de potássio, aumentando o risco de arritmias do coração em pessoas que também fazem uso de
digitálicos. A deficiência de vitamina C, não rara na terceira idade, pode facilitar reações adversas à drogas.
Cortisona, vários tranqüilizantes e antialérgicos aumentam o apetite. Digitálicos e antiinflamatórios levam a perda do apetite. Vários diuréticos, alguns tranqüilizantes e anticoagulantes tendem a provocar aumento da glicose no sangue. A aspirina, e os barbitúricos podem diminuir a glicemia. O idoso tende a ser mais sensível aos efeitos sedativos de tranqüilizantes. Alguns vasodilatadores cerebrais podem levar a quadro tipo Parkinson podendo confundir o diagnóstico.
Ao receber uma medicação o paciente deve procurar levantar o máximo de informações possíveis sobre o tipo da droga, seus efeitos colaterais e suas possíveis interações com outras substâncias.
Deve se evitar tomar medicamentos prescritos para outras pessoas acreditando que seus resultados são idênticos para todos. Nunca deve se tomar medicamento com data vencida. Qualquer sintoma diferente deve ser sempre comunicada ao médico.
Enquanto no jovem o abuso de drogas e a sua dependência destaca o álcool, estimulantes (cocaína, anfetamina, etc.), derivados da morfina, maconha, ácido lisérgico (LSD) e certas substâncias inalantes (tolueno, por
exemplo), na terceira idade o destaque vai para os sedativos ou tranqüilizantes
(psicotrópicos).
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