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Glossário

Insuficiência Arterial Periférica 

Atualizado em
10/02/2001

  
A insuficiência arterial periférica é doença devida ao estreitamento das artérias e que se manifesta principalmente nos membros, principalmente pernas. Deve-se a arteriosclerose.

Ocorre na velhice com freqüência e atinge de preferência os homens. O diabetes é um fator agravante não só por contribuir para a progressão da doença como por vir acompanhado de um fator complicador que é a neuropatia ou neurite diabética. O tabagismo é um fator agravante.

A doença em geral é crônica e tem caráter evolutivo, mas eventualmente se manifesta de forma aguda. O principal sintoma é a dor. Na forma crônica as dores são caracteristicamente intermitentes, isto é, surgem durante um esforço e tendem a desaparecer no repouso. A pessoa relata dores nas pernas, em geral na barriga das pernas, durante uma caminhada que vai piorando gradativamente obrigando-a a parar. É a denominada claudicação intermitente. As pernas apresentam também lesões na sua pele, que tendem a não cicatrizar. Há tendência a formar úlceras nos pés.

O diagnóstico é feito pelo exame clínico, quando não se consegue sentir os pulsos arteriais e se observa diferença na temperatura entre dois membros. A angiografia confirma a obstrução arterial.

O tratamento clínico está restrito às situações aonde não ocorre isquemia isto é, nas situações mais leves. O repouso e a eliminação do tabagismo são fundamentais. Deve ser feito um programa de exercícios. O controle de distúrbios circulatórios como a pressão alta, por exemplo, é básico, bem como do diabetes. Deve haver cuidado para não ocorrer ferimentos nas pernas e pés. A utilização de medicamentos vasodilatadores são muito úteis.

O tratamento cirúrgico está indicado quando há sinais de isquemia, com perigo de lesão irreversível (gangrena) e consta da desobstrução arterial e da realização de pontes com enxertos. Algumas vezes o tratamento consta da interrupção de nervos simpáticos (simpatectomia) com bons resultados.

A principal complicação da doença é a gangrena. Nesta situação o tratamento é a amputação.

Na forma aguda da doença a oclusão arterial súbita ocorre devido a embolias, quando um trombo se desprende do coração, por exemplo, e vai obstruir uma artéria. Em geral o trombo tem origem de uma arritmia cardíaca tipo fibrilação. A quadro é súbito, com dores intensas podendo inclusive ocorrer paralisia do membro. O membro fica frio e azulado podendo evoluir rapidamente para a gangrena.

O tratamento pode ser clínico ou cirúrgico e sempre é uma emergência. No tratamento clínico utiliza-se substâncias anticoagulantes e trombolíticas, como a estreptoquinase, por exemplo. O tratamento cirúrgico consiste na tentativa de se retirar o embolo.
 
 
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