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Infecções
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Atualizado
em
10/02/2001
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As infecções são provocados por uma grande variedade de organismos que vão desde os submicroscópicos vírus até os vermes tipo lombrigas. Varia desde o simples resfriado até a peste bubônica ou a raiva.
O organismo infectante ao atingir o organismo inicialmente passa a se multiplicar para sobreviver. O organismo infectado passa a apresentar sintomas e freqüentemente passa a infectar outras pessoas.
A pessoa infectada pode morrer da infecção, recuperar-se espontaneamente ou sob o efeito de medicação específica. A resistência de nosso organismo à
infecção é dada por nossa imunidade que varia de pessoa para pessoa.
Algumas infecções tem longo período de latência permanecendo no organismo sem mostrar sintomas por vários anos. Outras
infecções podem desenvolver tumores sendo que a origem viral de certos
cânceres hoje é bem conhecida.
Os sintomas de infecção na terceira idade nem sempre são muito claros e podem ser mal interpretados e confundidos com outras doenças. Uma
infecção pode se manifestar através de fraqueza, confusão mental, perda de apetite, dificuldade para andar, etc. A febre pode não estar presente. O estado febril não se caracteriza somente pelo aumento da temperatura do corpo, mas sim por alterações do ritmo do coração, da freqüência respiratória, etc. A febre pode ser o sinal de uma
infecção como a pneumonia, como também pode indicar uma reação alérgica.
A febre na terceira idade sempre deve ser muito bem avaliada pois em geral não está muito elevada em situações patológicas que no jovem são caracterizadas por febre alta, como por exemplo a pneumonia.
As infecções podem ser devidas a bactérias , vírus, parasitas e fungos. Os parasitas provocam as parasitoses que são denominadas infestações.
As infecções bacterianas são uma das principais causas de morte na terceira idade, com destaque para a pneumonia. As viroses em geral provocam
infecções menos graves, sendo responsável pelo resfriado. As micoses também são freqüentes mas não são moléstias graves na terceira idade.
A infecção é mais freqüente no idoso que no jovem devido a menor imunidade que ocorre com o avançar da idade. A hospitalização aumenta muito a probabilidade de se contrair
infecções. A queda localizada das defesas, como por exemplo, nas lesões da pele por eczema servem de porta de entrada de bactérias. Pessoas submetidas a hemodiálise para tratamento da insuficiência renal estão mais sujeitas a
infecções devido as inúmeras punções nas veias e artérias com agulhas. A utilização de sondas urinárias é um fator de
infecção.
Uma infecção mal tratada, como uma sinusite, pode gerar graves infecções
no idoso. O alcoolismo é também um fator que facilita a instalação e o desenvolvimento de doenças infecciosas. A utilização continuada de corticóide produz um estado de menor resposta imunológica a processos
infecciosos, diminui a capacidade de cicatrização e facilita o desenvolvimento de
infecções.
As infecções mais freqüentes na terceira idade são as do trato urinário, das vias aéreas superiores , do pulmão e da pele.
A principal complicação da infecção é a sua disseminação pelo organismo, com comprometimento de vários órgãos, sendo então denominada septicemia.
A septicemia pode levar a um quadro de falência de diversos órgãos e morte.
Quando hospitalizado o paciente idoso deve, se possível, movimentar-se, evitar sondagem urinária e diminuir a sua permanência no leito . O tempo de hospitalização deve ser sempre o mínimo necessário.
A vacinação é um processo caracterizado por administrar substâncias capazes de aumentar a resistência a
infecções. Este processo é denominado imunização. A resposta do idoso à imunização é menor do que aquela que ocorre entre as crianças mas o seu uso na terceira idade é considerado muito importante. Atualmente recomenda-se vacinação contra a pneumonia (cada 5 anos) e gripe (anual) após os 60 anos de idade. A vacinação contra a difteria e tétano (vacina"dT") deve ser feita cada 10 anos a partir da adolescência.
Nas feridas infectadas está recomendado o uso da imunoglobulina tetânica, que provoca aumento na resistência do organismo.
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