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Hipertensão Arterial
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Atualizado
em
10/02/2001
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A hipertensão arterial ocorre em cerca de metade das pessoas idosas . A doença hipertensiva está entre as principais causas de doenças
cérebro-vasculares, de doenças cardiovasculares e renais. É umas das principais causas da doença das coronárias (angina de peito e infarto do miocárdio) e é a principal causa de acidente vascular cerebral hemorrágico ou
AVCH. É uma das três principais causas que levam a aposentadoria por invalidez, junto aos distúrbios mentais e às doenças
osteo-articulares. Até há 20 anos somente 15% das pessoas hipertensas eram tratadas. O reconhecimento da sua importância como fator de risco das doenças
cardiovasculares fez com que atualmente cerca de 60% das pessoas hipertensas estejam sendo tratadas.
Na grande maioria das vezes não se sabe a causa da hipertensão arterial, quando então é denominada essencial.
Trata-se de uma situação em que o organismo apresenta dificuldade em eliminar o sódio do organismo. O acúmulo de sódio no organismo favorece ao aumento da pressão arterial. O processo de arteriosclerose contribui para o seu agravamento devido ao endurecimento das artérias. O fator alimentar é fundamental no processo, pois uma dieta rica em sal é considerada o principal fator agravante da pressão alta. O estado emocional e o ambiente tenso são fatores também importantes, como também a hereditariedade.
A pessoa portadora de hipertensão arterial desde jovem tende a ter sua doença piorada na velhice se não tomar os devidos cuidados. Por outro lado a pessoa não hipertensa pode apresentar uma tendência a leve hipertensão na velhice.
Uma medição isolada que constate pressão alta não tem grande valor, sendo recomendada várias medições em dias diferentes para confirmar o diagnóstico de hipertensão. A medida da pressão arterial deve ser realizada em pelo menos duas posições, de preferência a deitada e a sentada sendo a medida em posição deitada levemente superior. Considera-se pressão alta valores superiores a 160 mmHg (para pressão sistólica ou "máxima") e valores superiores a 90 mmHg (para pressão diastólica ou "mínima").
O tratamento da hipertensão é fundamental, pois o seu controle efetivo é a principal arma contra a doença vascular cerebral e contra as doenças das artérias coronárias. Deve ser iniciado por diminuição da ingestão de sódio, perda de peso, e prática regular de exercícios físicos. O álcool, o fumo, e a emoção são fatores que devem ser controlados. O uso de remédios antihipertensivos deve ser feito com critério e consciência de seus efeitos colaterais.
Os antihipertensivos são substâncias que atuam no sentido de diminuírem a pressão arterial . Em geral considera-se o tratamento com medicamento quando a pressão arterial diastólica, chamada "mínima", é superior a 95 mmHg e não abaixa após o uso de dieta sem sal. A pressão sistólica ou "máxima" é considerada elevada em níveis superiores a 160 mmHg. Os diuréticos são os medicamentos mais comuns utilizadas no controle da pressão arterial e atuam por eliminar o sódio e a água. Alem dos diuréticos o arsenal de medicamentos antihipertensivos contem substâncias denominadas beta-bloqueadoras (propranolol, atenolol, etc ), vasodilatadoras (minoxidil, captopril) e bloqueadoras de cálcio (nifedipina). Há também medicamentos que abaixam a pressão por agirem sobre o sistema nervoso central (clonidina e metildopa). Todas esses medicamentos são substâncias muito eficientes, porem devem ser manipuladas sob rigoroso controle médico. Um dos mais graves efeitos colaterais dos antihipertensivos é a tontura e conseqüente queda com fratura.
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