A dor é um fenômeno subjetivo e complexo que sempre deve ser avaliada com muito critério. É o sintoma que mais freqüentemente leva uma pessoa a procurar assistência medica e ocorre com muita freqüência na doença reumática. Na
3ª idade há uma diminuição da sensibilidade à dor, desta maneira qualquer tipo de dor deve ser sempre valorizada.
A dor é um sinal de alarme de que algo está agredindo o organismo. Quando surge subitamente em geral vem acompanhada de aumento da freqüência cardíaca e da pressão arterial. Quando a dor é crônica, existente há meses, pode produzir desânimo, perda de apetite, alterações do sono, e até constipação.
O estado emocional influencia a sensação dolorosa. Freqüentemente a dor se deve mais a uma somatização de problemas psicológicos mal resolvidos. O estado depressivo acentua o quadro doloroso.
Na 3ª idade se destacam as dores reumáticas, as dores nas costas (lombalgia), as dores abdominais e as dores da face (nevralgia de trigêmeo). A dor de cabeça deve ser sempre muito bem avaliada
(Ver cefaléia). A angina de peito é a dor provocada pela falta de irrigação sangüínea ao músculo cardíaco e também tem grande importância na
3ª idade (Ver angina de peito). No câncer a dor pode ocorrer devido ao próprio tumor (dor óssea devido à metástase, por
exemplo) ou ao tratamento (a quimioterapia pode levar à dores nevrálgicas, por
exemplo). As nevralgias podem ocorrer no diabetes e no alcoolismo, e na nevralgia do trigêmeo .
(Ver Nevralgia).
A rigorosa avaliação da história e das características da dor são fundamentais para o seu diagnóstico.
A análise do tipo de dor (cólica, aperto, pontada, etc), de sua variação no tempo (dor contínua, períodos de melhora), a sua relação com os mais diferentes fatores (alimento, posturas, emoção, etc) são básicos.
Seu tratamento utiliza remédios analgésicos e antiinflamatórios. A utilização de morfina ou derivado está indicada em situações limites quando outras terapias não surtiram efeito.
Em algumas situações utiliza-se técnicas de estimulação elétrica do nervo com fins analgésicos. O bloqueio nervoso através da injeção de medicamento anestésico diretamente no nervo é muito útil na obtenção de resultados rápidos, mas tem ação transitória.
Os procedimentos cirúrgicos no tratamento da dor estão indicados quando a resposta ao tratamento clínico é insatisfatória. São técnicas que provocam lesão no nervo ou no tecido cerebral
(neurectomias, cordotomias, etc) e com freqüência desenvolvem seqüelas.
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