|
|
|
|
|
|
Glossário
|
|
|
|
Colicistite
|
A colicistite é o processo inflamatório da vesícula biliar em geral devido à obstrução das vias biliares por cálculo.
A ocorrência de cálculos nas vias biliares (coledocolitíase) é cerca de duas vezes maior em pessoas com mais de 70 anos, principalmente mulheres. Relaciona-se com a obesidade, com a dieta e tem componente familiar. A crise aguda de colecistite é a moléstia abdominal aguda mais freqüente no idoso, sendo que o seu tratamento caracteriza-se como a intervenção cirúrgica abdominal mais comum na 3a. idade.
A forma aguda se manifesta através de cólicas abdominais, com náuseas e vômitos, associadas a febre. Muitas vezes o quadro clínico é bastante inocente apesar de existir complicação como infecção
(empiema ou pus), perfuração ou mesmo gangrena. Na forma crônica há episódios de dores abdominais, às vezes inexpressivos.
A ultra-sonografia é o principal exame diagnóstico.
A video-laparoscopia é uma técnica que permite o exame da porção anterior do abdômen e é muito útil no diagnóstico de inúmeras moléstias intra-abdominais. É utilizado um instrumento rígido ou flexível denominado laparoscópio que é introduzido na cavidade abdominal através de pequeno orifício feito na pele e após a introdução de ar na mesma. Não há necessidade de anestesia geral para a realização do exame, sendo feita anestesia local associada à sedação. É utilizado para realizar biopsias, retirada de gânglios e avaliação de coleções liquidas
(ascites ). A laparoscopia associada a endoscopia com instrumental especializado pode ser utilizada para a retirada de cálculos das vias biliares com muito sucesso.
A retirada da vesícula, a colecistectomia, é o tratamento correto, sendo indicada nos primeiros sintomas da doença, com o intuito de se evitar uma situação de urgência e complicada. A cirurgia eletiva, feita de maneira programada traz os melhores resultados. Esta cirurgia pode ser realizada através da abertura abdominal ou laparotomia e também através de laparoscopia. O método laparoscópico reduz o tempo de hospitalização e também as dores pós-operatórias quando comparado com a
laparotomia. Ambos os métodos apresentam o mesmo índice de complicações quando realizado por mãos experientes.
O tratamento não cirúrgico se baseia no uso de medicamentos (de sais biliares), e na litotripsia (destruição de cálculos por ondas sonoras de alta amplitude). O tratamento por medicamentos é caro e pouco eficiente. A litotripsia não é totalmente inócua e seus resultados são melhores nos casos de cálculos únicos. Atualmente o método cirúrgico que utiliza a laparoscopia reduziu muito o numero de
litotripsias, que ficou reservado para aqueles pacientes que não estão em bom estado e apresentam risco cirúrgico.
|
As
dicas deste portal não dispensam a consulta a um
especialista ou acompanhamento de um médico.
Queremos apenas ser fonte de orientação e estudo.
|
|