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Glossário

Câncer de Próstata 
  
O câncer da próstata é um dos mais comuns tipos de câncer do homem. Em cada 100 homens 8 irão apresentar a doença. A incidência aumenta com a idade. Recentemente a Sociedade Americana de Câncer revelou que o câncer de próstata está tendendo a superar em freqüência os cânceres de pulmão e de intestino. O diagnóstico precoce pode garantir a sua cura em cerca de 80% dos casos.

Não está relacionado ao tumor benigno da próstata ou hiperplasia prostática que é o tumor mais comum do homem, como já foi visto. Está relacionado a problemas hormonais e hereditários. 
Homens com dois parentes de primeiro grau com câncer de próstata tem cinco vezes mais chances de desenvolver a doença. Não se relaciona com o comportamento sexual, doenças venéreas, e fumo.

O adenocarcinoma da próstata tende a se disseminar localmente e a distancia. A metástase em geral é óssea (bacia, coluna), podendo também se localizar no pulmão e fígado. E um tumor que pode ser classificado em vários graus de desenvolvimento o que vai determinar o tipo de tratamento e o prognostico. Quando diagnosticado no seu inicio é totalmente curável.

Seus sintomas são pobres, podendo ocorrer dificuldade para urinar ou dores nas costas. Na sua fase inicial não há sintomas. O exame da próstata através do toque retal, o exame de urina, e do antígeno prostático específico (PSA) no sangue são exames básicos para o diagnostico. A ultra-sonografia trans-retal pode ser útil. A biopsia da próstata dá o diagnostico definitivo. Diante da confirmação do diagnostico há necessidade de se realizar uma urografia excretora para avaliação do sistema urinário e um mapeamento dos ossos do esqueleto para identificação de eventuais metástases.

O câncer da próstata pode apresentar 4 fases: na fase denominada "A" o tumor não é palpável pelo toque retal e em geral só é encontrado após cirurgia feita por outros motivos, como para a desobstrução do canal da bexiga. A fase "B" se caracteriza por tumor palpável no toque e está restrito somente à próstata. Nestas 2 fases a doença tem alto índice de cura. Na fase "C" o tumor atinge órgãos próximos à próstata (bexiga, intestino, etc) e na fase "D" o tumor atinge órgãos distantes como os ossos e gânglios. Nas fases "C" e "D" o tratamento é paliativo.

O tratamento do carcinoma da próstata é controvertido. A avaliação da fase da doença (estadiamento), a idade e o estado físico do paciente são fundamentais para a orientação do tratamento. Existem varias modalidades terapêuticas e todas apresentam inconvenientes ou efeitos indesejáveis. O que deve sempre nortear o tratamento é a sua eficiência associada a qualidade de vida da pessoa. A cirurgia é denominada prostatectomia e não é um procedimento livre de complicações, destacando-se a incontinência urinaria e a impotência entre elas. A retirada completa da próstata (prostatectomia radical) é realizada em tumores de malignidade moderada (fases "A" e "B") em pessoas com menos de 70 anos. Nos tumores de maior malignidade (fases "C" e "D") há tendência de só realizar o tratamento clínico na base de hormônios (estrógenos) e de drogas quimioterápicas (citostáticos). Nas formas avançadas também pode ser realizada a retirada dos testículos (orquiectomia) com ou sem associação ao tratamento hormonal.

A prostatectomia radical retira toda a próstata e também as estruturas adjacentes.

O desenvolvimento de novas técnicas cirúrgicas, como a que se utiliza do Laser ("Visual Laser Ablaition Prostate") permite menor tempo de hospitalização e seus resultados são excelentes.

Novas drogas e combinações de medicamentos tornaram atualmente o tratamento muito menos traumático do que há uma década. A impotência que ocorria com grande freqüência após as prostatectomias radicais hoje ocorre bem menos e o descontrole ou incontinência urinária praticamente não ocorre mais.

O preconceito é um dos piores inimigos da doença. O receio de se fazer exame urológico anual para a detecção do câncer de próstata faz com que muitos casos sejam descobertos tardiamente. O diagnóstico precoce do câncer de próstata pode garantir a cura em cerca de 80% dos casos.

A melhor proteção contra a doença é o seu diagnóstico precoce e para isso há necessidade de se consultar com regularidade um urologista. Aconselha-se visita anual ao urologista após os 45 anos, e nas pessoas com casos na família, a partir dos 40 anos.
 
 
As dicas deste portal não dispensam a consulta a um especialista ou acompanhamento de um médico.  Queremos apenas ser fonte de orientação e estudo.
 

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