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Fitoterapia

Erva de São Jõao 

Atualizado em
20/02/2001

 
A Erva de São João, ou HIPÉRICO (hypericum perfuratum), é conhecida há centenas de anos na Europa, sendo considerada no passado como capaz de espantar os maus espíritos (do latim hypericum). Atualmente é utilizada como antidepressivo, apresentando bons resultados no tratamento da depressão leve.

Durante séculos foi muito utilizada, inicialmente por sua capacidade de cicatrizar feridas, úlceras de pele e queimaduras. Considerada capaz de afastar maus espíritos, foi utilizada no tratamento de inúmeras doenças mentais. Acredita-se que seu nome venha de John King, famoso e muito querido médico inglês, que ficou conhecido por utilizar o hipérico. Era indicada também no tratamento da enurese noturna, doença que acomete preferencialmente crianças. Depois passou a ser conhecida como ansiolítica e útil no tratamento da melancolia. A homeopatia sempre utilizou o hipérico, tendo sido considerado tão importante quanto a arnica, sendo denominada a "arnica dos nervos".

Sua utilização como antidepressivo é recente e foi iniciada na Alemanha.

Recentemente foi submetida a estudo de meta-análise entre grande números de trabalhos europeus e norte-americanos, quando foi comprovada sua ação antidepressiva.

A substância básica é a hipericina e sua dose diária deve ser de 300 mg-1000 mg . A sua ação se deve à inibição da monoamino oxidase (IMAO), enzima que atua sobre os neurotransmissores. 
Alguns pesquisadores indicam também uma ação na inibição da catecol-metil-transferase (COMT) e outros acreditam que a hipericina tenha ação na recaptação cerebral de serotonina. A ação cicatrizante da erva se deve a uma substância denominada hiperforina, que tem ação bactericida. Sua ação cicatrizante está bem comprovada, sendo sua tintura muito útil no tratamento de feridas e úlceras de pele.

Teria ação antiviral o que daria ao hipérico um espaço para o tratamento da infecção herpética, da gripe e da Aids, mas esta ação não está comprovada.

Alguns trabalhos aconselham a sua associação com a valeriana, substância sedativa analisada neste trabalho.

A erva pode provocar problemas gastrointestinais (náuseas, gastrite, cólicas) e fototoxicidade, facilitando o aparecimento da catarata. Observa-se sua interação com antidepressivos recaptadores de serotonina (como a setralina), acentuando sua ação, havendo casos de piora da depressão. Interfere com medicamentos como a digoxina e a teofilina, diminuindo seus efeitos.

O seu uso não está indicado no tratamento de depressão severa.


Extraído do livro "Ficar Jovem Leva Tempo....Um Guia Para Viver Melhor", Editora. Saraiva, de autoria de João Roberto D. Azevedo
 
 
As dicas deste portal não dispensam a consulta a um especialista ou acompanhamento de um médico.  Queremos apenas ser fonte de orientação e estudo.
 

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