A vertigem se caracteriza por uma situação que se inicia abruptamente caracterizada por fortes tonturas, sensação rotatória, náuseas, vômitos, e movimentos anormais dos olhos
(nistagmo), que se acentuam ao movimentar a cabeça. Não ocorre perda da consciência. Pode ser devida a uma doença do ouvido, mais especificamente do sistema vestibular ou labirinto, quando é denominada labirintite aguda . Pode também ser devida à uma infecção no nervo vestibular (neurite vestibular) ou a um problema vascular (acidente vascular
cerebelar). A neurite vestibular em geral se deve a um quadro infeccioso ou virose e não dura mais do que 7 dias, podendo inclusive durar
horas. Na doença vascular ("derrame") em geral os sintomas são mais acentuados e prolongados, e se caracterizam pelo encontro de fatores de risco para doença vascular, como hipertensão arterial, diabetes, tabagismo, cardiopatia ou obesidade. Na doença vascular em geral há visão dupla, dificuldade para engolir, dificuldade para falar e para movimentar membros. O quadro em geral é mais grave mas pode ser transitório e regredir completamente em horas (acidente transitório).
Um episódio isolado de fortes tonturas que duram algumas horas, seguido de zonzeira, e barulho no ouvido
(tinitus) ou sensação de pressão é denominada Síndrome de
Ménière. Esta síndrome foi descrita em
1861 pelo médico francês Prosper Ménière e se deve ao comprometimento simultâneo dos nervos vestibular e auditivo e
por isso alem do quadro vertiginoso há em geral diminuição na audição.
Uma vertigem de rápida duração que surge logo após uma mudança rápida na posição da cabeça é denominada vertigem posicional benigna.
Todas estas situações se manifestam de maneira semelhante e sempre devem ser muito bem avaliadas. Em nosso meio são denominadas "labirintites".
Dr. João Roberto D. Azevedo
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