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Câncer

Hiperplasia Benigna de Próstata 

Atualizado em
20/02/2001


O tumor benigno da próstata é denominado hiperplasia benigna da próstata, muito freqüente nos homens com mais de 60 anos, sendo considerado o tumor mais comum que ocorre no homem.
Ocorre em 80 % dos adultos idosos. Na realidade se deve ao crescimento excessivo e não maligno das células que compõem a próstata. Está relacionado com o hormônio masculino ou testosterona. Ocorre com freqüência em homens com mais de 40 anos provocando dificuldade para urinar, com diminuição do calibre e da força do jato urinário. Há dificuldade para se iniciar o ato de urinar e certo descontrole no seu termino, gerando uma sensação de não esvaziamento da bexiga. Pode haver retenção urinaria. Em casos mais graves pode ocorrer alterações da função renal. O exame da próstata através do toque retal demonstra o seu aumento e as alterações características do processo benigno. Há sempre necessidade de se realizar exame de urina e provas que avaliam a função renal. Em certas ocasiões há necessidade de se estudar melhor o sistema urinário através da urografia excretora. A ultra-sonografia é um exame utilizado para avaliar o tamanho do tumor e sua relação com as vias urinarias. Até recentemente o único tratamento eficiente para a hiperplasia benigna da próstata era o cirúrgico. Atualmente a utilização de medicamentos específicos (substâncias que inibem o hormônio masculino) vêm apresentando bons resultados impedindo o crescimento da próstata e aliviando os sintomas. Cerca de 15 % das pessoas com a Hiperplasia devem ser submetidas a tratamento cirúrgico. A cirurgia está indicada nas situações em que há retenção urinaria, distúrbios do rim (hidronefrose) e infecções urinarias repetidas e que não responderam ao tratamento clínico com inibidores do hormônio masculino. O aumento da próstata sem sintomas deve ser acompanhado pelo especialista com cuidado, pois não justifica, em principio, qualquer tipo de tratamento. O tratamento somente está justificado quando há sintomas.

O tratamento clínico de obstruções urinárias por aumento de volume da próstata é feito com utilização de substâncias antiandrogênicas, como a "finasterida", que produzem a atrofia da próstata. Há casos em que a obstrução não ocorre pelo aumento de volume da glândula e sim por distúrbio funcional (próstata é pequena) sendo então indicado o tratamento com medicamentos bloqueadores alfa-adrenérgicos, como "tetrazocina", "alfuzocina", "prazocina", ou "tansulozina". Estas substâncias relaxam a musculatura da próstata. A fitoterapia, tratamento que utiliza ervas, é muito utilizado, questionável quanto sua ação, mas com bons resultados em alguns casos.

A eficácia do tratamento clínico é limitada, atenuando os sintomas em 35% dos casos. As substâncias utilizadas podem também provocar efeitos colaterais como disfunção sexual, hipotensão arterial e congestão nasal.

A cirurgia se caracteriza pela retirada da próstata ou prostatectomia, que pode ser realizada por diversas maneiras, com tendência para a utilização de técnicas cada vez menos invasivas. O método mais comum é aquele que é feito através da uretra denominado ressecção transuretral, sendo um dos tipos de cirurgia mais freqüentes realizados no homem . Em geral só é retirado a porção da próstata que está provocando a dificuldade urinária. É uma cirurgia com baixa incidência de problemas . Após a cirurgia o esperma passa a ser eliminado na bexiga, mas sem provocar alterações na sensação de orgasmo. Em geral quando há manifestações na esfera sexual após a cirurgia, como a impotência por exemplo, estas são devidas a problemas psicológicos. Raramente ocorrem incontinência urinária e infecção. Nos tumores muito volumosos a cirurgia é feita através do abdômen (laparotomia) que é uma cirurgia mais desconfortável para o paciente mas a longo prazo seus resultados são os mesmos da cirurgia transuretral.

A utilização de raios Laser, a aplicação de endopróteses, de ultrasom focal e da radiofreqüência, na retirada da próstata são técnicas desenvolvidas recentemente, bastante simples e que permitem uma menor permanência em hospital havendo uma tendência a substituírem a técnica de ressecção transureteral. Destes métodos somente a ablação por Laser e a aplicação e endopróteses tem apresentado bons resultados.

A melhor proteção contra a doença é o seu diagnóstico precoce e para isso há necessidade de se consultar com regularidade um urologista. 
 

As dicas deste portal não dispensam a consulta a um especialista ou acompanhamento de um médico.  Queremos apenas ser fonte de orientação e estudo.
 

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