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definição
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evitando um melanoma
fibras e câncer intestinal
alimentos x câncer
 






Câncer

Definição

Atualizado em
20/02/2001

 
Câncer é um termo vago mas amplamente usado para designar formas mais agressivas de doenças denominadas neoplasias. É doença decorrente do descontrole no crescimento das células - é uma malignidade celular. As células passam a se multiplicar muito rapidamente, com tendência a invadir órgãos e também produzir metástases, isto é, a reproduzir-se em locais distantes do seu local de origem. O comportamento das células cancerosas não obedecem os mecanismos biológicos que governam o crescimento e o metabolismo do organismo. Algumas neoplasias tem crescimento muito rápido e outras não quando então podem até se confundir com um tecido normal. 

As neoplasias são classificadas em benignas e malignas em função do seu comportamento. O processo maligno é o que tem crescimento muito rápido e tende a invadir o tecido normal adjacente sendo que algumas vezes formam metástases e caracterizam a doença denominada câncer. A metástase é o tumor maligno que se instala longe de suas origens, como por exemplo ocorre no câncer de pulmão que pode se instalar no cérebro. Algumas vezes a primeira manifestação da doença é devida à metástase. O câncer pode também desenvolver distúrbios em outros órgãos distantes do tumor de origem e não são devidos a metástases e sim a manifestações reacionais ao processo maligno podendo se apresentar então como uma neuropatia, ou como anemia ou mesmo uma doença renal, por ex. . A neoplasia é considerada benigna quando é bem delimitada, encapsulada, apresenta células bem estruturadas e não invade o tecido adjacente.

A incidência de câncer aumenta com a idade. 
Não se conhece a causa do câncer. O que se sabe é a sua relação com fatores genéticos ou hereditários, fatores relacionados à imunidade, com infecções a vírus, fatores ambientais (radiações, exposição ao sol, tabagismo, etc), e com a alimentação (gorduras e álcool).

É uma das principais causas de morte do homem. Os cânceres do pulmão, da mama e intestinal são os mais comuns. O câncer da pele, do intestino e da próstata tem alta incidência na terceira idade.

A grande maioria dos cânceres são curáveis quando detectados em fases iniciais. O exame médico completo (que deve incluir exames proctológico e ginecológico) é fundamental ao diagnóstico precoce. Sintomas como fadiga, perda de peso, tosse, perdas sangüíneas (pelo escarro, pelas fezes), alterações do hábito intestinal, e dores persistentes são sugestivos da moléstia. 

O diagnóstico envolve uma investigação apurada que se inicia pelo exame clínico e se estende para os mais diversos exames.

A participação do paciente é fundamental no processo de diagnóstico, destacando-se aqui o seu conhecimento sobre doenças e o auto-exame. É muito importante a história de ocorrência de câncer na família e a observação de fatores ambientais, como contacto com radiações e tabagismo.

A prevenção do câncer é a principal arma que temos para o combate da doença. Na sua prevenção são recomendados alguns cuidados rotineiros para as pessoas com mais de 50 anos: a realização anual de pesquisa de sangue oculto nas fezes, exame retal e retosigmoidoscopia. A mulher com mais de 50 anos deve fazer no mínimo um exame ginecológico anual, quando deve ser feitos o exame de Papanicolau e o exame das mamas. A mamografia de rotina é fundamental na precocidade do diagnóstico do câncer de mama.

O estado psíquico é muito importante, tanto com relação ao aparecimento da doença como na convivência com a mesma. Aqui destaca-se o estado depressivo como um fator no mínimo agravante da doença.

O apoio familiar, a boa relação médico-paciente, são fatores extremamente positivos.
Inúmeros trabalhos científicos mostram que alguns alimentos possuem substâncias capazes de deter ou retardar o processo de multiplicação de células que ocorre nos cânceres. Entre esses alimentos estão o brócolis, o tomate, a soja, o alho, a cebola, a pimenta vermelha e frutas cítricas. É fato bem conhecido que a utilização de fibras na alimentação diminui a incidência de câncer de intestino grosso.

O tratamento da doença cancerígena é vasto e compreende vários tipos de medicamentos, quimioterapia, imunoterapia, cirurgia e radioterapia. 

O sucesso no tratamento do câncer é medido pelo número de pacientes que sobreviveram à doença. A qualidade de vida é um item fundamental nesta avaliação, quando deve se levar em conta a volta das funções eventualmente alteradas durante o tratamento. Nas situações em que ocorram persistência de disfunção como resultado da terapia o processo de reabilitação deve ser iniciado no intuito de redimir as seqüelas. O objetivo é sempre proporcionar ao paciente o mais alto grau de independência.

Na maioria dos casos o câncer é considerado curado quando não exibe qualquer sinal de remissão após 5 anos do tratamento. Em alguns casos há necessidade de 10 anos ou mais para considerar-se a cura definitiva.

Nos últimos anos os estudos sobre a doença cancerosa tem apresentado evolução espantosa. Os avanços no conhecimento da doença situam-se nas alterações genéticas que ocorrem em suas células e na identificação de agentes que levam à doença. Como resultados práticos podemos citar o aparecimento de vacinas contra vírus que causam determinados tipos de câncer e campanhas educativas encorajando a modificação de estilos de vida que favorecem certos tipos de câncer.

O medo da doença gera várias reações psicológicas que podem afetar negativamente a pessoa portadora de câncer. Isto é exemplificado pela demora em se procurar o médico em função do medo retardando o inicio do tratamento com graves prejuízos para o tratamento. Muitas vezes este atraso significa justamente a diferença entre a cura ou não.

A orientação medica correta, evitando-se palpites de pessoas não habilitadas é fundamental. O tratamento em grupo com troca continuada de informações é muito benéfico.

O câncer é uma doença que sem dúvida amedronta mas nunca deve levar ao desespero. A compreensão por parte da pessoa, a participação ativa dos familiares e de pessoas próximas, o afeto e o amor , uma terapia psicológica eficiente, são armas poderosas e necessárias no combate à doença. 


Extraído do livro "Ficar Jovem Leva Tempo....Um Guia Para Viver Melhor", Editora. Saraiva, de autoria de João Roberto D. Azevedo
 

As dicas deste portal não dispensam a consulta a um especialista ou acompanhamento de um médico.  Queremos apenas ser fonte de orientação e estudo.
 

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