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Um rico plexo linfático superficial dos dedos drena para plexos do dorso e da palma da mão (ver figura), dos quais partem vasos linfáticos, de direção ascendente, acompanhando, em sua maioria, o curso das principais veias superficiais. Alguns destes vasos linfáticos, drenam para linfonodos superficiais situados:
Acima do epicôndilo medial, sendo denominados linfonodos
supratrocleares (ou cubitais).
No sulco deltopeitoral, abaixo da clavícula, denominados
linfonodos deltopeitorais (ou intraclaviculares).
Entretanto a maioria dos linfáticos superficiais vão ter à axila, onde perfuram a fáscia profunda para terminar em linfonodos axilares. O mesmo ocorre com os vasos linfáticos profundos que, no membro superior, que , no membro superior, acompanham os vasos sanguíneos profundos..
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Linfonodos axilares
Costuma-se reconhecer cinco grupos de linfonodos axilares:
Lateral
Estes linfonodos estão localizados posteriormente à veia axilar e para ele drenam os vasos linfáticos do membro superior na sua grande maioria.
Peitoral
Situam-se ao longo da veia torácica lateral, na borda inferior do músculo peitoral menor. Drenam a maior parte da mama , embora não sejam os únicos linfáticos axilares a receber linfáticos daquela glândula, e a linfa de vasos linfáticos superficiais do tronco situados acima da cicatriz umbilical.
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Posterior
Este grupo também é denominado subescapular e os linfonodos que o constituem estão localizados ao longo da veia subescapular, na borda lateral da escápula. Drenam a parte posterior da região do ombro.
Central
Constituem o grupo mais numeroso, com linfonodos situados na base da axila. Os linfonodos centrais constituem um filtro intermediário, recebendo a linfa proveniente de todos os grupos já mencionados, a saber, lateral, posterior e peitoral.
Apical
É o único grupo de linfonodos situado acima da borda superior do peitoral menor. Medialmente à veia axilar. Recebem a linfa de todos os outros grupos e, algumas vezes, diretamente da mama.
Observe então que a filtragem da linfa é feita em cadeia, passando por vários
linfonodos, antes de alcançar os troncos finais de drenagem. Esta é feita através do tronco subclávio, à esquerda, desemboca no ducto torácico, e a direita, no ducto linfático direito. Tanto o ducto torácico, quanto o ducto linfático direito, desembocam, normalmente no ponto de junção da veia jugular interna, com a veia subclávia. Deve-se ressaltar também que existe comunicação entre linfonodos axilares e cervicais profundos, de modo que alguma parte da linfa da axila pode ser drenada para o tronco linfático
jugular interno.
Em última análise, os linfonodos axilares recebem a linfa:
do membro
superior;
da mama;
de vasos
linfáticos superficiais do tronco, situados acima do nível da
cicatriz umbilical.
Drenagem Linfática da Mama
Uma referência à drenagem linfática da mama é incluída aqui em
virtude das íntimas relações que possui com a drenagem linfática
do membro superior. As principais informações sobre o
assunto estão resumidas na figura abaixo.
A Drenagem linfática da mama faz-se por vários canais mas
inicia-se nos plexos perilobular e subareolar, dos quais emergem
troncos coletores que drenam para os linfonodos peitorais.
Entretanto, outras vias podem ser apontadas:
Vias diretas de
drenagem para os linfonodos apicais, algumas das quais passam entre
ou
através dos membros peitorais.
Vias de
drenagem para os linfonodos torácicos internos.
Vias de
drenagem para os plexos subperitoniais e da bainha do músculo reto
do abdome.
Vias de
drenagem para a mama contralateral.
São estas numerosas vias de drenagem alternativas que,
infelizmente, respondem pela disseminação de células cancerosas,
a partir de um câncer
de mama. Por esta razão, o tratamento cirúrgico do
câncer mamário implica não apenas na remoção da mama atingida,
mas também na retirada em bloco, dos linfonodos axilares e todos os
outros que possam ser removidos durante o ato cirúrgico. Numa
cirurgia radical, os própios músculos peitorais são sacrificados,
já que vias linfática os atravessam. Compreende-se, assim,
que a intervenção cirúrgica tardia tem menores chances de dar
resultado satisfatório, pois é impossível certificar-se da
retirada de todos os linfonodos. Para que se tenha uma idéia
dessa difícil tarefa, é bastante lembrar que os linfonodos
torácicos internos medem de 1 a 2 milímetros. O prognóstico
da cirurgia nos casos de câncer mamário depende essencialmente de
um diagnóstico precoce da doença.
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