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bibliografia
 






Drenagem Linfática Eliane Márcia

Esteticista
Componentes do Sistema Linfático
 
O sangue e a linfa, são tecidos imunológicos circulantes, que transportam os antígeenos as celulas imunologicamente ativas, seus precursores e os anticorpos.

A Linfa consiste de:

Parte Líquida
Semelhante ao plasma sanguíneo, origina-se nos espaços intersticiais, portanto seu líquido é basicamente o líquido intersticial, e que podemos definir como o líquido excedente.

Carga Linfática Obrigatória
É constituída por macro moléculas de proteína, ácidos graxos e também por bactérias e fragmentos celulares, que precisam ser retirados do meio intersticial para garantir a homeostase (manutenção das condições normais do meio interno)

Para tal função, os capilares linfáticos, representam a única possibilidade de retirada.

A Linfa contém também, celulas como: linfócitos, granulócitos, eritrócitos, macrófagos e eventualmente celulas cancerosas.

O fibrinogênio, também está presente em pequena quantidade, por isso a linfa coagula, lentamente.

Lifócitos
Tipo de glóbulo branco, produzido nos tecidos linfáticos, são responsáveis pela produção de anticorpos.

Macrófagos
Eles tem capacidade de fagocitose, podendo ingerir até 100 bactérias antes deles mesmos morrerem, o que os tornam também, importantes na eliminação de tecidos necrosados.

Encontram-se em grande quantidade nos gânglios linfáticos. Desempenham um papel importante na defesa do organismo pela captação e identificação dos antígenos.

Vias Linfáticas
Estas começam no tecido intersticial por uma rede de capilares, que se encontram sempre próxima dos capilares sanguíneos.

Os capilares linfáticos unem-se formando vasos, que percorrem um ou mais gânglios linfáticos, antes de reunirem-se em troncos linfáticos.

O ponto final das vias linfáticas, é o ângulo venoso, onde os troncos linfáticos despejam a linfa para dentro da circulaç!ao venosa.
 

 
Os Capilares
Por sua estrutura delicada, forma verdadeiras redes, suas extremidades são aparentemente fechadas, assemelhando-se aos de dedos de uma luva, e suas células encontram-se em form de escamas ou telhas, formando desta maneira inúmeras válvulas que impedem o retorno da linfa. São tão frágeis que se destroem facilmente, mas por outro lado tem uma grande capacidade de regeneração. Podem aumentar em número, rapidamente, em casos de obstrução.
 
Vasos
São formados pela confluência de vários capilares linfáticos. Possuem válvulas que impedem o refluxo da linfa. Encontram-se dispostos em dois planos, um superficial e outro profundo, que podem comunicar-se ocasionalmente, mas de qualquer forma, os vasos superficiais acabam por reunir-se aos coletores profundos.

Os vasos linfáticos atravessam pelo menos um gânglio linfático. Eles reúnem-se formando vasos cada vez maiores até constituírem os troncos linfáticos.
 
Troncos
São eles duto torácico, duto esquerdo e duto direito
 

Duto Torácico
É o maior tronco linfático, ele nasce na cisterna do quilo, na altura do umbigo, e recebe a linfa dos membros inferiores e dos órgãos abdominais, segue em direção ao pescoço, onde desembocará no ângulo venoso esquerdo, que é a junção das veias jugular interna esquerda, com a subclávia esquerda, onde as duas formam o tronco braquicefálico, e recebe a linfa do duto linfático esquerdo.

Duto Esquerdo
Forma-se pela junção do duto jugular esquerdo, que traz a linfa do lado esquerdo da cabeça, com o duto subclávio esquerdo, que traz a linfa do braço esquerdo.

Os dois ductos reúnem-se, originando assim o duto braquicefálico, pouco antes de penetrarem no duto torácico.

Duto Direito
Consiste na junção do duto jugular direito, que traz a linfa do lado direito da cabeça, com o duto subclávio direito, que traz a linfa do braço direito, e com o duto broncomediastinal ascendente, que traz a linfa da parte superior do tórax direito.

A junção destes três ductos, dá-se na proximidade da clavícula, e seu escoamento ocorre no ângulo venoso direito.

Tecidos Linfáticos

Gânglios Linfáticos
São também chamados de linfonodos, encontram-se no trajeto da corrente linfática e são estruturas imunologicamente ativas.

Existem cerca de 400 glânglios no homem, dos quais 160, encontram-se na região do pescoço.

Outros locais de acúmulo de gânglios linfáticos, são as axilas, virilhas e a região poplítea.

Estão dispostos em cadeia, podem ser superficiais ou profundos.

Seu interior consiste de seios (espaços) e tecido linfóide, por onde a linfa percorre quando atravessa o gânglio, juntamente com os vasos aferentes e depois deixa o gânglio pelos vasos eferentes.

Os glânglios linfáticos são considerados órgãos efetuadores das reações imunológicas:

resposta humoral e resposta célula mediadora, e também como reservatório para os pequenos linfócitos.

Resposta Humoral
A linfa é filtrada nos seios dos glânglios, retendo substâncias estranhas em sua estrutura esponjosa. Além desta filtração, a linfa sofre uma purificação através das células fagocitárias que se encontram no gânglio.

Bactérias ou outros corpos estranhos, são identificados, e células especializadas, sintetizam anticorpos específicos para o material aprisionado.

Os anticorpos ligam-se intimamente a estes determinados antígenos, e acabam por destruí-los.

Resposta Célula Mediadora
Consiste na mobilização dos pequenos linfócitos especializados em atacarem antígenos específicos, que são transportados inicialmente através das vias linfáticas e em seguida pela corrente sanguínea para as áreas de invasão, onde eles abandonam os vasos sanguíneos e se infiltram na susbstância fundamental.

A diferença entre a reação humoral e a celular consiste em tratar-se de anticorpos na primeira, enquanto na celular o próprio linfócito é sensibilizado e liberado pelo tecido linfóide.

Timo
É um órgão linfóide, que atinge seu tamanho máximo logo após o nascimento. Após a puberdade, o timo sofre uma involução acentuada, chegando quase a desaparecer, mas continua funcionando.

Na idade avançada ele ainda está presente e suas células conservam a capacidade de reagir quando estimuladas, incrementando a produção de linfócitos.

É um órgão muito sensível, que sofre involução por radiação, infecções e doenças prolongadas, o que o tornaria incapaz de reagir adequadamente.

O timo produz Linfócitos T, são os mais abundantes e responsáveis pelas rejeições nos casos de enxertos. Por terem vida longa, os linfócitos T formados na infância são suficientes para manterem seu número quase inalterado na vida adula e o timo só e necessário para compensar seus desgastes.

Baço
É o maior órgão linfático, e o único interposto no trajeto da corrente sanguínea. Sua principal função é a produção de Linfócitos B e a remoção das hemácias em vias de degeneração, além de representar importante órgão de defesa contra os agentes nocivos transportados pelo sangue, por exercer papel de filtro mecânico (linfonodos), fagócitos (macrófagos) e na formação de anticorpos.

No feto, o baço tem ainda importante função de produção de células sanguíneas (hemácias e granulócitos), mas após o nascimento esta atividade termina, só retornando ocasionalmente, em condições de intenso estímulo hematopoiético, como nas leucemias ou em outras patologias.

Apesar de todas estas funções, o baço não é essencial à vida, pois estas funções podem ser exercidas por outras regiões do complexo linfóide. Após sua retirada, ocorre um aumento dos linfócitos e uma ativação da medula óssea, que passa a exercer a função hemocaterética, juntamente com o fígado e os linfonodos.
 
 
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