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Desde os primórdios da humanidade já se descreviam episódios terríveis e intensos de dores de cabeça
incapacitantes. Aventava-se inclusive na época, que seus sofredores(as) eram ou estavam possuídos por maus espíritos dentro do crânio e que a solução para tal problema, seria a perfuração da cabeça em dois ou três lugares para permitir a saída destes maus espíritos. Relatos Egípcios de fortes crises de dor de cabeça e seu "tratamento", surpreenderam
também os pesquisadores ao longo da história. Apertava-se uma faixa branca com os nomes de vários Deuses em volta da cabeça dos padecentes, e colocava-se o cadáver de um pequeno crocodilo do rio Nilo |
| com sementes de trigo na
boca entre a cabeça do paciente e a faixa que a apertava. Este tipo de dor crônica de cabeça, hoje exaustivamente estudada em todos os grandes centros de pesquisa, teve as suas primeiras descrições mais características em 30 a 90
DC, por um médico chamado Areteus da Capadócia, mas só na década de 30, através do
Dr. Harold Wolff de New York, é que se iniciaram os primeiros estudos sistemáticos sobre os seus mecanismos e causas. |
O que é Enxaqueca?
As enxaquecas são verdadeiros distúrbios bioquímicos do cérebro, provavelmente transmitidos e herdados geneticamente, que envolvem áreas e estruturas de diversos pontos cerebrais, substâncias químicas conhecidas como
neurotransmissores, e artérias localizadas nas meninges e entre os ossos da cabeça e a pele que a recobre.
Como Reconhecer a Enxaqueca?
As enxaquecas apresentam-se Típicas mas não obrigatoriamente, com dor pulsátil ou latejante (podendo ser em pressão ou
aperto) nas regiões da fronte e têmpora, mais de um lado da cabeça (em 40% dos pacientes é dos dois lados), de caráter moderado a severo ou severo, geralmente incapacitando o paciente para as suas atividades normais, piorando com esforços ou atividade física, se iniciando leve e progredindo, podendo acordar o seu padecente no meio da noite já estando intensa, com enjôo e/ou vômitos e intolerância maior a claridade e/ou a ruídos e/ou a cheiros fortes.
Estes episódios duram em média de 2 a 72 horas quando não são tratados ou o são de forma ineficaz e geralmente terminam de forma gradual, havendo pessoas que sentem-se ótimas após seu término e outras, que sentem como se um "trator" houvesse passado por suas cabeças, inclusive com dolorimento intenso no couro cabeludo, impedindo o paciente até de pentear o cabelo. É interessante notar que alguns migranosos (portadores de
migrânea) "sabem" que vão ter um ataque da dor alguns minutos ou horas mais tarde através de "avisos" que o organismo pode fornecer. Por vezes, estes "avisos" se iniciam inespecíficos um dia ou algumas horas antes, com sensações do tipo desconforto na cabeça, bocejos
freqüentes, irritabilidade, perda da capacidade de concentração ou raciocínio, diarréia e vontade exagerada ou aversão total a algum tipo de alimento.
Estes sinais que podem anteceder por horas um episódio de
migrânea chamam-se de Pródromos e não estão presentes em todos os sofredores de
migrâneas, ou estão presentes antes de alguns episódios, mas não de todos, em um mesmo paciente.
Quando os "avisos ou sinais" de que uma crise de migrânea são mais intensos, antecedendo-as por menos de 2 horas e muitas vezes apresentando-se até como sintomas graves de doença neurológica, como dormência ou diminuição da força muscular em um lado ou parte do corpo, observação de pontos ou raios luminosos ou brilhantes, perda total ou parcial de uma parte do campo de visão, os chamamos de AURA. Podem ser observados migranosos que têm a AURA mas não apresentam a dor de cabeça
subseqüente.
Formas de visualização da aura
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