Estudos recentes realizados nos Estados Unidos, Europa, países baixos e
Escandinavos, sugerem que 4 a 8% dos homens e 16 a 22% das mulheres sejam portadores de migrâneas ou enxaquecas.
No Brasil o numero de sofredores chega a 20 milhões de pessoas.
Por que será que as mulheres sofrem mais de enxaqueca do
que os homens?
As enxaquecas são mais freqüentes em mulheres do que em homens numa proporção de 5 mulheres para 2 homens, e a razão para isto parece estar relacionada ao metabolismo ou processos químicos normais que envolvem o hormônio estrogênio, que a mulher produz durante toda a sua vida sexual madura. Este fato é corroborado pela observação de que na infância a incidência da enxaqueca entre meninos e meninas é igual .
Também se notam casos freqüentes de mulheres enxaquecosas que ao entrarem na época da menopausa, quando o estrogênio deixa de ser produzido,
obtém uma melhora acentuada mesmo sem tratamento nenhum.
As crianças podem sofrer de enxaquecas?
As crianças provavelmente a partir de 5 anos de idade (já que ainda não se conseguiu evidenciar claramente estas dores antes disto), podem passar a apresentar não só os episódios de enxaquecas (que geralmente não serão tão típicos e característicos como nos adultos), mas
também os sinais e/ou sintomas de vertigem (tonteira), episódios de palidez, "desmaios"incompletos (a criança fica mole como se
fosse desmaiar mas isto não ocorre de forma completa), moleza generalizada, náuseas e vômitos principalmente durante passeios em automóveis, ônibus (atenção para os ônibus escolares), barcos, aviões etc, mal estar geral e dor de cabeça, que podem aparecer em conjunto ou
Isoladamente, de forma intermitente, e assustar pais e professores de maneira exagerada. Muitas vezes passam a deixar de efetuar as atividades de que gostam mais, como brincar com os amiguinhos, assistir a um programa de TV considerado ótimo por elas e deixar de brincar com coisas que estavam acostumadas a fazer.
Estas crianças devem ser avaliadas por um médico e se possível um neurologista, mas discordamos da execução de vários exames complementares tais como
eletroencefalogramas, tomografias computadorizadas e outros na
ausência de dados e alterações no exame físico e
neurológico completo e criterioso. Muito menos concordamos com a prescrição absurda de antiepilépticos a crianças que apresentaram "achados" de anormalidade em eletroencefalogramas solicitados na vigência exclusiva destas alterações, principalmente se forem filhos ou parentes próximos de portadores de migrânea ou enxaqueca.
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