Saúde
                 Veículo               Terceira Idade               Residência             Vida             Seguro              Nosso Site
outros trabalhos do Dr. Abouch Krimchantowski
introdução
tipos genéricos
tipos específicos
enxaquecas
cefaléias
dicas
relatório da dor
 






Dor de Cabeça

Tipos Específicos - Dor de Cabeça na Infância

Atualizado em
15/02/2001

  
A cefaléia ou dor de cabeça é o tipo de dor mais freqüente nas crianças e habitualmente representa uma preocupação para pais e familiares. Normalmente a angústia reside no temor de que sua criança tenha uma doença grave e esta é a grande questão levantada pelos pais quando procuram um médico.

Pontos Importantes na Avaliação
Em primeiro lugar devemos salientar que cefaléia é um sintoma concomitante a várias patologias gerais como infecções leves, distúrbios oftalmológicos e até graves problemas neurológicos.

Para melhor orientação devemos reparar as cefaléias em relação ao padrão temporal, isto é, se a cefaléia é aguda, crônica recorrente ou crônica progressiva.

Cefaléia aguda é aquela que ocorre pela primeira vez podendo ser desde uma enxaqueca até uma dor de causa neurológica e sistêmica mais grave. Este tipo de dor deve ser investigada imediatamente e o diagnóstico definitivo obtido o mais rapidamente possível. 

Cefaléia crônica recorrente ocorre periodicamente e é geralmente devida a enxaqueca e cefaléia do tipo tensional episódico.

Cefaléia crônica tipo progressiva ocorre continuamente, de início recente (há menos de 6 meses) com piora progressiva e geralmente significa uma desordem neurológica séria.

Como Reconhecer a Cefaléia em Criança
O diagnóstico das cefaléias é eminentemente clínico, onde a história trazida pelo paciente e pelos pais é tão importante quanto os exames físico e neurológico, que deverão ser feitos na criança de maneira consciente. Após esta abordagem inicial é possível classificar a cefaléia, avaliar a necessidade ou não de exames complementares e instituir a abordagem terapêutica. Na maioria das vezes as cefaléias nas crianças são benignas e não requerem exames complementares como tomografia ou a ressonância magnética .

Das cefaléias crônicas recorrentes a migrânea ou enxaqueca apresenta características especiais que as diferenciam dos adultos.
Normalmente a enxaqueca pode ser ou não precedida por alterações visuais ou sensitivas, com dor em um só lado da cabeça ou fronte, pulsátil, com intensidade moderada ou forte, agravada por atividade física de rotina como subir escadas. Esta dor pode vir acompanhada por náusea e / ou vômitos, intolerância a luzes, ruídos e cheiros.

Nem sempre, ou quase nunca é possível obtermos estes dados das crianças, sendo de suma importância a observação dos pais. Por exemplo, uma criança pequena pode não saber se sua dor pulsa, porém, durante um exercício físico sua cefaléia pode piorar e então referir que parece um coração, ou um tambor, ou um sino, etc. 

Portanto os pais podem buscar estes dados que serão importantes para o diagnóstico clínico. 
Também é importante observar a história familiar da cefaléia . Pais com enxaqueca tem uma chance significativa de terem filhos também com enxaqueca. 

Na infância, a enxaqueca pode ser precedida ou acompanhada, nos períodos entre as crises, de alguns distúrbios, que também serão importantes para o diagnóstico pois são fatores de risco, como:

  Cinetose (enjôo de movimento em carros, ônibus, aviões)
  Dores nos membros
  Dor abdominal recorrente
  Febre recorrente
  Sonambulismo

Infelizmente muitas vezes, a criança apresenta apenas dor de cabeça e o médico não especialista, na ausência de anormalidades no exame físico e neurológico, solicita eletroencefalograma e diz que encontrou uma disritmia. Passa então a responsabilizar esta disritmia pela cefaléia e prescreve medicamento antiepiléptico para a criança que muitas vezes o utiliza por anos seguidos. Esta conduta é absolutamente incorreta e se ocorrer, é obrigatório que os pais ouçam algum especialista em cefaléias antes de iniciarem o uso deste tipo de medicamento.

Já a cefaléia do tipo- tensional episódica é uma dor cujas características são: dor em pressão / aperto, bilateral, intensidade fraca ou moderada, sem náusea ou vômitos, podendo, muito raramente, ser pulsátil.

O que Fazer com a Criança na Crise
Normalmente a crise de enxaqueca melhora muito com o sono, portanto deixe seu filho/a dormir em um quarto escuro, com temperatura agradável. Esta deve ser a primeira conduta e não "dar analgésicos". Se isto não funcionar, seu médico poderá melhor orientá-la.
Na crise de cefaléia do tipo tensional episódica também deve ser tentada medida semelhante à migrânea e, quando não funcionar, seu médico poderá tentar medidas profiláticas medicamentosas ou não.

É importante lembrar que o melhor profissional para diagnosticar, tratar e acompanhar a sua criança é o médico e não o balconista da farmácia.

Não abuse de analgésicos porque isto poderá piorar a dor de sua criança e até torná-la diária, pelo efeito rebote ao uso abusivo e regular de analgésicos.

Devemos lembrar que quando uma criança apresenta cefaléia freqüente, nem sempre estará utilizando este recurso para "faltar a escola "ou "chamar a atenção". Este sintoma deve ser levado em consideração mesmo quando de curta duração, principalmente se criança deixa de fazer aquilo de que gosta por causa da dor de cabeça e quando os pais também sentem dor de cabeça com freqüência (a enxaqueca é uma doença genética do cérebro e pode ser transmitida aos filhos que podem começar a manifestá-la já a partir de 4 - 5 anos de idade). 
 

As dicas deste portal não dispensam a consulta a um especialista ou acompanhamento de um médico.  Queremos apenas ser fonte de orientação e estudo.
 

Fale Conosco | Glossário | Dúvidas | Mapa do Site | Download | Colaboradores
Política de Privacidade | Política de Segurança | Política de Divulgação de Informação | Copyright | Direitos Autorais
Direitos Reservados para Double Age Informática Ltda.